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Fale conoscoUma escultura em bronze não sai pronta de lugar nenhum — ela passa por um processo de várias etapas, que combina trabalho manual e temperatura extrema, antes de chegar à forma final que se vê exposta numa sala ou num jardim. Entender esse processo ajuda a perceber por que uma peça fundida tem o valor que tem, e por que nenhuma delas é exatamente igual à outra.
Tudo começa com a forma sendo modelada no ateliê — as curvas e torções que caracterizam a pesquisa de Moysés Mellim há mais de quatro décadas nascem primeiro como um modelo físico, construído à mão. É nessa etapa que a peça define seu eixo, seu equilíbrio de massas e a lógica estrutural que vai sustentá-la depois de pronta.
A partir do modelo, é preparado um molde: o negativo exato da escultura, capaz de registrar cada detalhe da superfície que depois vai aparecer na peça final. É uma etapa de precisão — qualquer imperfeição no molde aparece na peça fundida, então esse é um dos momentos mais delicados de todo o processo.
Aqui entra o elemento mais dramático do processo: o metal — bronze ou alumínio — é levado ao forno até se tornar líquido. No caso do bronze, isso acontece a cerca de 1.100°C. O metal líquido é então vertido no molde, preenchendo cada reentrância da forma preparada na etapa anterior. Depois de resfriado, a peça começa a existir fisicamente pela primeira vez em metal sólido.

Escultura abstrata em bronze com acabamento polido dourado, ideal para decoração de escritórios elegantes
A peça que sai do molde ainda não é a peça final. Segue-se um processo de lixamento e polimento sucessivos — horas de trabalho manual até a superfície ganhar a textura e o brilho pretendidos. É também nessa etapa que se decide o destino estético da peça: polimento espelhado, acabamento natural (sem polir, preservando o tom mais fechado de saída da fundição) ou patinação — um processo controlado em que o artista decide onde a cor assenta e onde é removida, criando profundidade e contraste na superfície.
Um dos aspectos mais interessantes da fundição é que a mesma peça, a partir do mesmo molde, pode resultar em obras com presenças muito diferentes dependendo só do acabamento escolhido. A série “Torção” do ateliê ilustra bem isso: a mesma matriz aparece em versão polida (brilho espelhado, presença mais luminosa), versão natural (tom fechado, presença sóbria, que envelhece devagar ao longo dos anos) e versão patinada (cor controlada aplicada sobre o metal). Três obras, uma origem.

Saber que uma escultura em bronze passou por esse processo — modelo, molde, fusão a mais de mil graus, acabamento manual — ajuda a entender por que cada peça é única mesmo quando compartilha a forma com outra. Pequenas variações no processo de acabamento, na forma como o metal preencheu o molde ou na intensidade da patina fazem duas peças “iguais” terem, na prática, personalidades diferentes.
Quer ver esse processo aplicado às obras do ateliê? Conheça as esculturas fundidas em bronze e alumínio de Moysés Mellim, ou fale pelo WhatsApp para saber mais sobre acabamentos disponíveis e prazos de produção.